Friday, July 13, 2007

nem tudo foram rosas







Desde pequena que ouço histórias... lembro me de bem pequenina, esperar pela louca imaginação do meu pai, para ouvir a nova aventura dos 3 porquinhos em Ofir, no seu dois cavalos azul, à procura de ondas para mais uma surfadela!




E aqui tenho eu deixado histórias de momentos felizes, às vezes com mais cor do que a real, deixando de parte de toda essa realidade as coisas más, momentos de stresse e trabalho, saudades de inverno, separações de amigos fortes a quem rapidamenente me liguei, e não tarda, porque o tempo foge , o meu regresso!




Depois de muitas ideias propostas e indefinições, lá regressa a pequena já grande Maria,..... com a habitual energia, um pouco de angústia e ansiedade........... a terras nacionais! Volto na perspectiva de acabar rápido este curso, estar com amigas que há muito que andaram pelo mundo e agora regressam; pelo crianço-gang que vem ao mundo, pelo Joasinho que cresce a olhos vistos..... Volto para construir novos mitos, formalizando o que vivi nesta cabeça voadora, preparando me para um ultimo ano de universidade e muito trabalho. Agora que custa...custa!






E Rita, as palvras que te disse foram só para ajudar....e agora mesmo ainda tendo um mês e dias bons pela frente, entendo a angústia de que falavas. Porque deixei de ter uma vidinha electrica por Berlim...vivo apenas aqui, num dia a dia sereno, que eu criei e de que gosto muito. Ando apaixonada, por este dia a dia, por andar de bike numa cidade plana, pelo desporto, pelas pessoas do mundo com quem falo, pela cultura, por uma doce louco alemão, por estar a aprender uma lingua fu...dida...




11 de Setembro às 11...






voo, para os anos do Pauleta... e para curtos encontros, já que a 22 fujo com alemães para uma aventura em terras portuguesas. Por isso... contem comigo, já a falar um pouco menos e mais devagar, um bom bocadinho diferente, com novas vontades, com uma nova casinha,...mas no fundo no fundo, a mesma Mariasinha.
E se olho para esse dia de verão de despedidas; de ansiedades pelo desconhecido, onde todos morenos nos rimos... se me lembro do dia em que chorava nas escadas de Kudam por não entender uma palavra desta maravilhosa lingua....ou dos mil apartamentos que custosamente vi, da cidade que me parecia grande e desconhecida.....
Rio me.... Rio me muito! obrigada gang...que tanto me deu forças para vir, e que sei que me recebe ao voltar. Zezito és um herói...e lu...a tua despedida de ultima hora ..like a glove! E claro... belos pais...porque se não fossse o misto de duas educações tão loucas e opostas, se calhar não me teria lançado nesta aventura!


PS....Inês não te quero ouvir dizer que estou senil e sensível....

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